Vou bloquear todo o meu desespero
E brincar com a criança que existe em mim.
Serei como um derrame de palavras,
Ou imitarei o impacto de uma gota livre
Trazida pela chuva.
Talvez faça de conta que os meus dedos
São como chamas bonitas e atraentes,
Atraídas por uma caneta
Marota que bailava entre combustível,
Desejosa de colocar a ponta
Em folhas formadas de água
E decidida em apagar as minhas ideias.
A minha criança ria-se.
Ria-se como uma ironia ignorante.
Vou fingir que sou rei,
Afim de tirar o poder ao meu cérebro sério
Para poder brincar mais vezes.
Desenharei um labirinto de palavras aromáticas
E registarei os caminhos
Com linhas inteligentes e ambiciosas.
A ignorância da minha criança adormeceu.
E amanhã?
Amanhã brincará a moral deste poeta com metáforas.
Lê cada detalhe do poema e envolve-te nele... É a magia na melhor das suas fases.
sábado, 28 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Verdade sem a censura
Tentarmos quebrar o gelo do coração destes trastes
É em vão.
Não têm cornos, marram com hastes
E se cairmos não nos levantam do chão.
O pobre vive na pura da loucura,
Eles preocupam-se com a puta da candidatura.
Pedir-lhes algo é inútil,
Pois até o mais bondoso é fútil.
No ceio de todo aquele esterco, há sempre mais uma promessa.
Emagrecem a carteira dos contribuíntes,
As carteiras dos reformados são as seguintes
E quatro anos após, não conhecem a pressa.
A gente que reme contra a pobreza!
Violência e dependência
São a sua única certeza.
São ricos e senhores da assembleia,
Não podem conhecer a prisão.
A barbaridade, neles se baseia
E são monstros da corrupção.
Desconhecem a humildade
E oferecem-nos a ditadura.
Nunca reconhecem a nossa verdade,
Até a merda consegue ser mais pura.
Tentem-me calar, mas eu não desisto.
Com todo o respeito desta minha loucura,
Isto,
É a verdade sem a censura!
É em vão.
Não têm cornos, marram com hastes
E se cairmos não nos levantam do chão.
O pobre vive na pura da loucura,
Eles preocupam-se com a puta da candidatura.
Pedir-lhes algo é inútil,
Pois até o mais bondoso é fútil.
No ceio de todo aquele esterco, há sempre mais uma promessa.
Emagrecem a carteira dos contribuíntes,
As carteiras dos reformados são as seguintes
E quatro anos após, não conhecem a pressa.
A gente que reme contra a pobreza!
Violência e dependência
São a sua única certeza.
São ricos e senhores da assembleia,
Não podem conhecer a prisão.
A barbaridade, neles se baseia
E são monstros da corrupção.
Desconhecem a humildade
E oferecem-nos a ditadura.
Nunca reconhecem a nossa verdade,
Até a merda consegue ser mais pura.
Tentem-me calar, mas eu não desisto.
Com todo o respeito desta minha loucura,
Isto,
É a verdade sem a censura!
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Avô, Velhote
Avô, velhote...
Meu reforço, meu garrote.
Se liberdade és tu,
Então,
Prisioneiro eu sou.
Tira-me desta prisão para junto
Do conforto da tua liberdade.
Se tivesse coragem para te dizer...
Tenho em mim o medo!
O medo de não voltar a ver esse sorriso
Que tanto quero herdar.
Dá-me um abraço, avô.
Aquele abraço que move montanhas
E separa penínsulas formando ilhas!
O meu pai és tu,
O meu protector és tu...
Se tivesse coragem para te dizer...
Avô, eu amo-te!
quinta-feira, 19 de março de 2009
Vida
A vida?
A vida é uma oportunidade injusta.
Um percurso difícil para os mais débeis.
Vida pode ser um sonho
E acaba tão depressa...
Há vidas que se juntam à nossa
Enquanto a vivemos.
Não entendo...
Por que se matam vidas?
Será que não é suficiente uma vida
Por cada pessoa?
Eu tenho a minha vida...
E se alguém a mata?
Não posso voltar atrás.
Cada dia em cada vida
É uma pequena conquista,
Pois quem não ganha o dia,
Certamente,
Já tem a morte no lugar da vida.
Já tem a morte no lugar da vida.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Eu fui
Vivo sem medo o Presente,
Pois certamente,
Todos dirão no Futuro
Que morri no Passado.
Passado triste, mas glorioso.
Irão ler as páginas da minha história,
Soprar o pó da capa
E derramar pelo chão que pisam
lágrimas piedosas,
Pois em tempos do meu Presente
Eu fui Senhor,
Servo e um herói.
Não me irão censurar por actos concebidos,
Não pecarão por mim
E o meu nome circulará na boca dos mais amados.
Tudo porque no passado,
Eu fui censurado por quem era mais odiado
E pequei em honra dos mais fracos.
Infelicidade triste
Corróis-me por que razão?
Liberta-me desta prisão.
Deixa-me sozinho
A percorrer este longo caminho.
Já é difícil sem alguém
Que me queira ver bem.
É tão grande este labirinto...
E sozinho o sigo
E sozinho o sinto.
Sou tão cobarde que não consigo
Levantar-me se cair,
Respeitar-me se ferir,
Prejudicar-me se evoluir
E voltar-me se partir!
Sou indiferente,
Pois ninguém me dá a mão.
Porquê não ser semente
Se eu caio sempre no chão?
Infelicidade triste.
Por que razão ela existe?
Que dê esse lugar à felicidade
Para que eu possa libertar a minha simplicidade.
Amizade sonhadora
Sonhos, são sonhos
Que sonhados em sono
São bem tratados.
Sonhos que sonhamos
E passamos a ser amados.
Oh amizade sonhadora!
Que é feito de ti?
Não te escondas de ódios tenebrosos.
Mostra-me a força que há em ti.
Cai, solta-te e manifesta.
Fico tranquilo ao sonhar contigo,
Pois o pesadelo não presta.
Descontenta-me que haja atrocidade
E orgulho-me de ti,
Pois marcas diferença na desigualdade.
Tu sim, és verdade.
Em cada pessoa que me deste
Eu encontro a verdadeira amizade.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Natal?
Natal?
Não me faças rir...
Natal
Não é sinónimo de festa,
Mas não é antónimo de desgraça.
Não é um pretexto para receber,
Nem enviar a carta ao Pai-Natal.
Envia um ultimato a Deus.
Talvez Ele o leia,
E nos tire os pés do chão.
Natal?
Sim, é quando um Homem quer.
Mas porque não
Olhar por aquele que sofre?
Por que não acolher
O que está ao relento?
Natal?
Aí sim,
Poderias pedir a um vagabundo
Para se sentar à mesa, contigo.
Comia e bebia do teu,
Ria-se dos teus...
E poderias dizer
Que vives o Natal.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Poeta clandestino
Escondido entre papéis,
Oculto sob a sombra das palavras...
Sinto que não é esse o meu lar
Enquanto vou redigindo.
Retiro do meu caderno
Este talento clandestino.
Giram as linhas no sentido vertical
E, escrevendo num pensamento profundo
Aprofundo até bem fundo
A sensibilidade de escrever na perfeição.
Sou sonhador e idealista...
Sou poeta.
Um poeta clandestino.
Estou refugiado num talento sombrio,
Enquanto consumido por letras insignificantes.
E choro lágrimas de seda...
Não encontro justificação para cada resposta.
E se há pergunta feita,
Toda ela,
É clandestina.
E choro lágrimas de seda
Que se envolvem em mim
Querendo matar este meu talento.
E eu vou sonhando...
Até adormecer.
Anseio focar-me em ti
É suposto dizer o que sinto?
Se é, será dito,
Pois por mais que custe, eu não minto.
Envolvi-me demasiado...
Estou preso e ausente da liberdade.
Queria-te aqui,
Mas não é possível.
E, preciso parar de pensar em ti,
Mas és irresistível.
A perfeição de cada traço teu...
É mais que um simples toque
Dado pelas mãos de Deus.
Não me censures apenas por gostar de ti.
Não me desprezes,
Pois não fui eu que decidi.
Hoje,
Sou poeta por ti.
Amanhã,
Desejarei sê-lo para ti.
Temo tudo o que em ti se baseia,
E pergunto-me sempre...
Será fobia focar-me na perfeição?
Anseio focar-me em ti.
Subscrever:
Mensagens (Atom)