quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Tempo

Leva-me tempo,
Porque tempo,
Eu não te esqueci.
Leva-me tempo,
Porque tempo,
Eu anseio sair daqui.
Leva-me tempo,
Porque tempo,
No Mundo já não há festa.
Leva-me tempo,
Porque tempo,
Quero poder fazer uma pequena sesta.
Leva-me tempo,
Daqui para fora.
Leva-me tempo,
Porque tempo,
São horas de me ir embora.
Leva-me tempo,
Porque tempo,
Ando farto de padecer.
Leva-me tempo,
Porque tempo,
Estou prestes a apodrecer.
Leva-me tempo,
Porque tempo,
É tempo de respirar outros ares.
Leva-me tempo,
Porque só é tempo assim que mandares.

Sim Tu, Futuro...

O que gostaria de saber,
Sei hoje, porque ontem sabia.
Sabia ontem que se hoje o soubesse
Nada de nada saberia.
É a vida...
Seria ontem algo pior.
Fraco, desistira de tudo.
Sujo.
Invejoso para comigo, para contigo.
Para ser hoje algo melhor
Forte, combatente da vida.
Limpo.
Humilde, sempre sem te pedir nada em troca.
O que serei amanhã?
O tempo o dirá.
Mas quem melhor que tu?
Sim, Tu...
Futuro longínquo e curioso.
Tardas em chegar.
Chega e leva-me contigo!
Faz-me pisar a hipocrisia.
Faz-me alguém tão misterioso quanto tu.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Perdido

Nesta noite em que me sinto um traste,
Choro tristemente por dentro,
Ocultando a tristeza facial
Com gestos hipócritas
E perdidos.
Não existem palavras,
Para as palavras imundas
Que soltei!
Perdido...
Sinto-me perdido...
Talvez perdido esteja
Ou perdido me encontre!
A luta é tanta que me cansei!
Sinto não ter forças
E perco todo o carisma,
Perco a humildade...
Fica tudo tão negro,
Tudo tão opaco...
Simplesmente,
Quero alcançar a claridade
E perceber
Se ainda há algum espaço limpo em mim.
Será que consigo?
Talvez a minha sina seja esta!
Quem sabe?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Na ânsia de te ter

Na ânsia de te ter,
Cometi as maiores loucuras...
Perdi a timidez que habitava em mim.
Estava confuso...
Perguntava a mim mesmo
Se a figura que representara,
Era a mesma de sempre,
Aquela figura tímida e afastada...
Ou estava presente uma nova figura?
Uma figura atrevida e sem quaisquer complexos...
Acabei por entender
Que não era nem uma, nem outra,
Mas sim, eram as duas em revelação.
Ensinaste-me e deste-me as respostas
Sobre quem sou.
Ensinaste-me a encontrar a coragem,
Ensinaste-me a ser tudo o que hoje sou...
Se tenho dívidas, é para com as tuas dádivas!
Por agora, estou-te agradecido por tudo,
Pois mais tarde as pagarei em vida.

Subi ao Paraíso

Farto de tudo...
Cansado de viver afastado de ti...
Agarrei a oportunidade
E subi ao Paraíso.
Tudo ficou tão transparente.
A sensação magnífica do teu toque,
A tua respiração,
O batimento do coração à chegada do momento...
Foi tudo tão simples e complicado.
As tuas expressões,
O cansaço visível no teu lindo rosto...
As palavras trocadas após...
Ajudaste-me a vencer o medo que me atormentava,
E os pensamentos demoníacos presentes em mim.
Duas divisórias e prazer mútuo,
Uniram-nos para sempre.
Foi tão longo o tempo em que
Vi, toquei,
Senti, entrei...
E quando o momento chegou...
O paraíso entrou e fez-nos sentir amados!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Longe e Presente, Perto e Ausente

Sinto-me longe, vejo-te distante
Devolve-me os lábios, esse olhar deslumbrante,
A tua presença sufocante...
A tua beleza extrema e alucinante...
Devolve-me tudo o que és!
Quero ajudar-te a construir o que serás,
Moldado à figura daquele que para sempre amarás.
Dar-te-ei liberdade para que me possas moldar...
Molda-me de forma semelhante,
Molda-me afim de te continuar a amar.
És a minha vida...
Parte de mim, és tu!
Não me abandones...
Pelo menos, até que a morte nos separe!
Por que dizes que estamos tão longe,
E que tens medo que a distância nos afecte?
Meu amor...
Eu prefiro sentir-te longe e presente
do que, perto e ausente.

Tristeza enorme

É triste...
É mesmo uma tristeza enorme!
Uma tristeza que nos afecta...
Baila da cabeça aos pés sorrindo,
Pois faz-nos esquecer o dom que temos
E omitir todas as nossas maiores capacidades.
Hoje, acordei e alguém me fez lembrar
De tudo aquilo que sou!
Alguém me disse que adorava a minha poesia!!
Hoje...
Cresci por tua culpa!
Voltei a criar, porque tu me pediste!
É por esse tipo de razões que tens de estar ao meu lado.
Para me lembrares que ainda há partes lindas em mim...
Para me fazeres crescer todos os dias...
És a razão de todo o meu progresso,
Como um exemplo,
Como ser-humano...
Estou-te agradecido por tudo, amor.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Conduzido ao pecado

Sinto-me mal, sinto-me nojento.
Ninguém faz ideia de como estou por dentro!
Esta é uma óptima altura para morrer,
Pois por nada, iria deitar tudo aquilo que tenho a perder.
Aos poucos sou consumido pela amargura
Fazendo com que o meu coração desfaleça e parta a armadura.
Nada é mais forte que o sentimento que por ela transpareço,
Embora saiba que no fundo é a única pessoa que eu não mereço!
Preciso de um amigo cá em baixo para desabafar,
Necessito de Deus lá em cima para que me possa confessar.
Agarrar na mão dela e subir ao nosso Paraíso
É tudo o que mais desejo, o que mais preciso.
Caminhar sobre o nosso lugar de mãos dadas
Ouvir dizer a palavra "Amo-te" em frases envergonhadas.
Ficaram por um fio os nossos quatro anos,
Mas restou a certeza de que nos amamos!
Todo o meu nervosismo e receio,
Muitas vezes fazem-me pensar
Que numa relação é necessário acreditar,
Amar, honrar e respeitar.
Mas neste momento estou a sofrer
E por cada acto em que a fiz chorar,
Sei que tão cedo não se conseguirá esquecer
Muito menos perdoar.
E a única certeza que eu lhe posso dar
É a de que eu, a Amo Amar!

domingo, 30 de março de 2008

Uma brincadeira de mau gosto provocada pelo meu cérebro

Não sei onde encontrar o meu talento.
Já o procurei por todo o meu vazio...
Talvez se tenha refugiado na pouca inspiração que tenho,
Mas por quê?
Será que estar apaixonado não basta para o reaver?
O que estou a sentir...
As sensações que vêm de dentro de mim...
Sinto-me uma linha minúscula em relação a este imenso papel.
Um homem fraco, perante um forte apelo às minhas capacidades!
Quero poder escrever sem restrições,
Quero poder fazer o que mais gosto fluentemente...
Ao lembrar-me do Passado pouco vivido,
Do Presente que ando a construir
E do Futuro que mais tarde irá ser recordado,
Analiso todos os passos que dei
E os desgostos por que passei.
Mas nada me faz perceber o que vai no meu interior,
Até que chego à conclusão
Que esta escassa inspiração,
Não passa de uma brincadeira de mau gosto provocada pelo meu cérebro.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Os meus desabafos

O que se estará a passar de errado?
Estou a caminhar sobre a linha do desespero!
Uma simples e única curva...
Somente bastava para me ligar à harmonia,
E fazer-me colidir com a vida
Na esperança de a enfrentar e perceber o valor que esta tem.
Apertado sobre um espaço enorme,
Vazio em locais repletos de valor...
Saem-me palavras envolvidas em pensamentos.
Pensamentos abafados no meu choro,
Que soltam os meus desabafos.
Desabafos sem sentido ou angustiados
Que ao escaparem do meu interior sujo e escuro,
Vagueiam nas partículas de ar
E tentam encontrar um lugar límpido onde se possam abrigar
E nunca mais...
Nunca mais se consigam libertar.